Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

O Sabor da Melancia

A contar os minutos para ir dar mais uma voltinha. Desta vez vamos até Singapura e depois para Chiang mai – na Tailândia. Acho que nunca tive tanto tempo sem ir a lado nenhum desde que estou em Macau – tirando a ida a Hong Kong no aniversário da Teixeirinha – e de facto já começo a sofrer de tédio crónico aos fins de semana. Por falar nisso, preciso de reinventar os fins de semana em Macau! Ou antes, em Macau e fora dele, vou começar a olhar para Zhuhai como ponto de fuga.
Aos leitores de Macau, amigos e companheiros aconselho a visita a este site para explorarem as noticias e etc... e depois clickarem no lado direito em travelling e depois explorar as cidades da província de Guangdong e, devido à proximidade, não esquecer Zhuhai, até porque parece que tem 146 ilhas e a Golden Beach está à distância de uma viagem no autocarro 201. Não sei se será mesmo Gold, mas se for mais valiosa que o cobre, para mim – que estou em Macau – já está muito bom!

Em relação à Melancia: em primeiro aqui é óptima! Aliás muito boa.
Depois é o filme que terão que ir ver ao King Triplex em Lisboa para assistir ao China, China, uma curta metragem que fala um pouco da comunidade chinesa em Portugal e que antecede o filme O Sabor da Melancia. Este último é do Tsai Ming-Liang e chama a si a seguinte frase: “Uma comédia picante e suculenta”. Parece-me bem. Destaco que ganhou um urso nos prémios de cinema de Berlim. O China, China é de João Mata e João Rodrigues. Aproveitem e depois contem como foi. Não estão cansados de cinema de Hollywood?

Visto que este blog vai ficar inactivo durante uns 7 dias, isto se o leftwinger não rematar uma ou outra vez, aconselho-vos a ir ao cinema ver estes magnificos filmes do oriente e sobre o oriente.

Até breve!
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Sábado, 22 de Setembro de 2007

Pronto...

Andei a uns dias a bloquear esta "ideia" na minha cabeça... mas decidi encarar!
Oh amigo, ora essa agora, não era preciso pedir desculpa. Escusavas era de marcar o golo!


Bandido!
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Sem ideias... ou não!

Epá... como estou sem ideias para escrever lembrei-me que era giro colocar aqui um texto que li num jornal local (Hoje). Por acaso até encaixa bem no blog, pois fala de trânsito (como eu gosto de falar nisto) e ainda por cima entra bem aqui e nesta altura, dando seguimento ao desafio que me coloquei, em falar um pouco da China, referindo comportamentos do povo chinês e de Macau. Ora vamos lá a ele.

O repouso do carro
Foi com alívio que à saída de Portugal deixei as chaves do carro para trás.
Em Macau para que preciso eu de carro se é tudo é tão perto?! Mesmo morando na Taipa, em menos de um suspiro estou em Macau e com dois ou três chego à ilha de minha eleição, Coloane, o mais acolhedor dos lugares. Qual não foi o meu espanto, logo à saída do Jetfoil, quando estive mais de muito tempo dentro de um táxi, porque os carros corriam por todos os lados e em todas as direcções.
É claro que esta imensa quantidade de tubos de escape em todos os milímetros de rua tem uma explicação. O carro é uma máquina de assinatura ocidental, que dá muito conforto a curto prazo e uma série de doenças a longo; o que parte dos chineses ignora. Além do mais, o carro é na China reformista e, como tal, para a população chinesa de Macau, um manifesto palpável da rejeição do Maoísmo. Com esta máquina acabaram-se as Longas Marchas e os feitos heróicos e absolutamente desmedidos que Mao impunha com as suas ideias mirabolantes e tantas vezes simplistas, que se reflectiam, por exemplo, no uso das bicicletas; mas também em provérbios como Yugong remove montanhas. Relembremos um pouco da imagética filosófica que conduziu em extremo à Revolução Cultural. Havia um velho, já muito velhinho, cujo caminho era bloqueado por duas grandes montanhas. Ele então teve a ideia de as remover, sem máquinas, apenas com ajuda dos filhos e de uns instrumentos rudimentares como pás e baldes. Um outro velho, de nome Sábio, que era seu vizinho, riu-se daquilo que lhe parecia um esforço absurdo. Yugong, o Velho Tonto, que com a ajuda da família ia removendo pacientemente os obstáculos, respondeu ao desafio do Sábio com as seguintes palavras: “Por que troças? Quando eu morrer, hão-de ficar os meus filhos e netos para prosseguirem a minha obra; por fim venceremos, porque as montanhas não crescem, mas a minha descendência não pára de aumentar”. Mao, como já disse, aproveitou-se deste provérbio para pedir esforços fantásticos a um povo, que, montado nas suas bicicletas, via, de dia para dia, as suas condições de vida a deteriorarem-se. É então mais do que natural que os chineses torçam o nariz se lhes propusermos trocar os seus cómodos e, em tantos casos, faustosos veículos, por bicicletas; nas suas cabeças não passamos de maoístas disfarçados, ou seja, gente cheia de ideias que não funcionam na prática. Porém, não é menos verdade que os chineses são um povo extremamente inteligente e até influenciável, como não escapou a Ferreira de Castro quando andou por estas bandas. Diz-nos ele: “O chinês dificilmente se exalta. Calmo, tolerante, resignado, os seus bairros desconhecem a desordem. Influenciável, ele pode ir até às maiores aberrações, mas vai, também, frequentemente, às mais nobres atitudes. (Macau e a China, Câmara Municipal das Ilhas Provisória, p. 35)
Penso como o Ferreira de Castro, por isso não considero tão difícil assim pedir aos chineses, não que abandonem, mas que reduzam a utilização das suas vistosas máquinas. Por um lado, se eles são influenciáveis, basta que nos vejam andar mais a pé; por outro, como são muitíssimo inteligentes e afectivos é preciso encontrar um bom argumento que explique os benefícios de deixar mais tempo os carros a repousarem nas garagens. Querem um argumento infalível? Pois aqui está um: sabendo do amor que os descendentes do Dragão nutrem pela família, e em tempo de controlo de natalidade, pelos poucos filhos que têm, há que lembrar-lhes que devem deixar uma terra onde os seus descendentes possam prosperar sem grandes problemas de saúde e, no limite, até sobreviver. Isto basta para os convencer. E quanto a nós, sinceramente, ó compatriotas, estamos dispostos ao esforço de largar um pouco do nosso conforto em troca de uma melhoria evidente no ambiente e na saúde? É mesmo preciso levar o carro ao supermercado? Para quê? Para o trazermos a transbordar de bens supérfluos? Se formos às compras a pé, trazemos bastante menos para casa, no máximo um saco ou dois, e assim habituamo-nos apenas a comprar o essencial; além disso, reduzimos inevitavelmente as idas ao ginásio, porque passamos a fazer muito mais exercício; por fim, acostumamo-nos a um tempo lento, porque a pé fazemos tudo mais devagar, o que tem como primeiríssima vantagem uma reaproximação à natureza; tal só fará bem a muitos de nós, que já esqueceram os diálogos com os nossos irmãos naturais. Há quanto tempo não vemos o voo de um pássaro ou as correrias tontas de uma barata? Quem ainda consegue ler no aparecimento das libelinhas a mudança de tempo?
Em terra chinesa, é tempo de recuperar a filosofia do meio tão apregoada ao longo dos tempos através da releitura do clássico confuciano, a Doutrina do Meio, que a tradição atribui a um neto de Confúcio, Sizi; mas que nós hoje sabemos ser o fruto do trabalho de um discípulo posterior que viveu durante a dinastia Han. Se seguirmos a filosofia do meio, nada faremos em excesso; logo deixamos as chaves deste cómodo meio de transporte em casa várias vezes por dia, dando provas de maturidade civilizacional, de civismo e, sobretudo, de um respeito profundo pelas gerações vindouras. Eu gostava que os meus netos pudessem visitar Macau e, quem sabe, até que viessem viver para cá, mas na condição de ter uma terra ainda verde e bonita para lhes oferecer.

Por: Ana Cristina Alves em Hoje

P.S: Bom fim de semana e não se esqueçam de deixar o carro na garagem!
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Coisas que devemos saber: O domínio Japonês e o Kuomintang


Aqui está o meu primeiro remate sobre a história recente da China. Relembro que não tenciono descrever com precisão acontecimentos históricos mas apenas passar algumas das coisas que li, que fixei e que me ajudam a perceber - ou pelo menos a defender - este povo.

Nota: Todos as citações foram retiradas do livro Cisnes Selvagens.

Antes do Kuomintang (KTC) ser “reconhecido” como o novo governo central da China, esta esteve em guerra e depois sobre o domínio Japonês entre 1937 a 1945. O Japão não queria conquistar a imensa China, antes criar pequenas regiões que defendessem os seus interesses na Ásia continental e, para o efeito, estabeleceu pequenos estados com governos locais japoneses. O pior foi a falta de ética e de humanismo destes governadores, durante anos a maioria do povo chinês foi alvo de descriminação, de injustiças e actos desumanos. Excertos e exemplos de atrocidades do livro Cisnes Selvagens: “Como parte da sua educação, a minha mãe e as outras crianças tinham de assistir a noticiários cinematográficos que descreviam as vitórias do Japão na guerra. Longe de se envergonharem com a brutalidade de que davam mostras, os Japoneses elogiavam-na como uma boa maneira de inculcar o medo. Os filmes mostravam os soldados a cortar pessoas ao meio e prisioneiros amarrados a postes e destroçados à dentada por cães ferozes... Os japoneses vigiavam atentamente as rapariguinhas para impedi-las de fechar os olhos ou meter lenços na a boca a fim de abafar os gritos. Muitos anos depois a minha mãe ainda tinha pesadelos... Durante 1942... os Japoneses começaram a sentir falta de mão-de-obra. Toda a turma da minha mãe foi requisita para trabalhar na fábrica de têxteis, tal como as crianças japonesas. As crianças chinesas tinham que caminhar cerca de 6 km todos os dias; as japonesas iam de camião. As chinesas comiam uma sopa rala feita de milho bolorento com lagartas mortas a nadar à superfície; as japonesas levavam almoços empacotados, com carne, legumes e fruta.”
Claro, e tendo em conta que não foi há muito tempo, existe uma mágoa ainda fresca entre estes dois povos emblemáticos da Ásia.
Em 1945 o Japão deu-se como vencido e o KTC assumiu a liderança passado alguns meses. Nesta transição de poder muitos líderes japoneses e suas famílias foram torturadas e assassinadas - “As crianças chinesas vingaram-se dos seus professores japoneses e espancaram-nos selvaticamente... Os saques, as violações e as mortes continuaram durante oito dias após a rendição dos japoneses...”.

Passou-se 4 meses até que o Kuomintang “unificou” a China, no entanto guerras internas aconteciam por todo o lado entre os senhores da guerra. Por esta altura regressou também a guerra civil, entre o KTC e os Comunistas, os Comunistas refugiaram-se nos campos - ”Cercar as cidades com os nossos campos, e com o tempo, tomar as cidades - dizia o líder dos comunistas Mao Zedong ”, tentando controlar toda a produção agrícola , enquanto o KTC imperava nas cidades. Durante algum tempo o KTC foi a esperança para o povo chinês, mas depressa se tornou corrupto, desleixado e os seus líderes, uma vez mais, desprezavam o povo - "Se alguém tinha a pouca sorte de ofender o Kuomintang, o mais provável era ser acusado de comunista, o que as mais das vezes significava prisão, e frequentemente tortura". A inflação crescia desmesuradamente, bastavam horas, não havia negócio ou dinheiro que valesse e a comida começou a escassear nas cidades – “porém havia um negócio que ia de vento em poupa: a venda de raparigas para bordéis e para servirem de criadas-escravas nas casas dos homens ricos. Durante dias seguidos a minha mãe encontrou à saída da escola uma mulher esquelética, de ar desesperado e vestida de farrapos, caída no solo gelado. Ao lado dela estava uma menina com cerca de 10 anos, ostentava no rosto uma expressão de miséria apática. Num pau que lhe saía das costas... tinha escrita a frase: Filha à venda por 10 kilos de arroz”.
Com isto, os Comunistas começavam a ganhar força, recrutando jovens e pessoal instruído cada vez com mais facilidade.

Se calhar, importa dizer que o Kuomintang (ou Partido Nacionalista) na altura refugiou-se em Taiwan, governando-a em formato de partido único até 1991.

p.s: hoje estreia-se o Sporting na Champions de 2007/2008. Força!
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Mais uma!

Bom as coisas estão a correr bem.
Como vos disse, ficámos em primeiro do grupo e ontem disputámos o primeiro jogo em formato “mata-mata”. Ninguém sabe muito bem, mas ao que parece este foi o jogo dos trinta e dois avos(!?), como ganhámos estamos nos dezasseis avos. Faltam apenas 5 (!!) jogos para a final.
O jogo de ontem começou equilibrado, as duas equipas entraram bem, ambas a estudarem-se uma à outra. Mas com o passar do tempo o Heng Tai impôs o ritmo de jogo que pretendia, fazendo circulação e mantendo a posse a bola. As oportunidades de golo surgiram com naturalidade, no entanto nenhuma foi concretizada e o jogo foi empatado para o intervalo. O inicio da 2ª parte veio dar continuidade à superioridade técnica e física do Heng Tai, nesta altura do jogo o adversário dificilmente passava do meio campo com a bola controlada. O golo apareceu numa recarga a um livre exemplarmente marcado. A recarga fui eu que a fiz. Portanto as coisas até me correm bem, 3 jogos 5 golos. Nos minutos finais sofremos um pouco, o chuveirinho do adversário ainda causou uma outra aflição. Mas a vitória ficou do nosso lado.

Entretanto tive uma noticia menos boa, o próximo jogo é dia 27/09, ou seja, estarei pelas bandas de Singapura. Resta-me torcer pelos camaradas para ver se faço mais ou outro joguito, quando regressar.

P.S: Hoje começa a liga dos campeões 2007/2008, boa sorte FCP e SLB!
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Porto Côvo

Não foi há muito tempo. Há pouco mais de um ano estavam lá três gandulos a pensar na vida, a aproveitar o sol, a jogar raquetes e a falar de futebol. Uns ensinavam como se fazia, outros recebiam cervejas pré-pagas e não as bebiam, tudo malta com talento.
Os pequenos-almoços eram fabulosos, nas pastelaria do Marquês, as tardes eram na praia grande e as noites no 31... Lembro-me bem. Já se falava na viagem à russia e no que mais traria o Verão, Mundial de Futebol, pois claro. Belo Verão esse, agora que penso nisso. Havia um sentimento de transição, algo que não se explicava mas que se sentia. Talvez o último Verão de uma era, de uma fase em que dormir na tenda com dois amigos não era mau nem bom, tinha de ser e não custava nada.


Voltar a Porto Côvo fará sempre lembrar aquele Verão, mas nunca será pior. Desta vez a magia foi outra...
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Scolari e os Preguiçosos

Sei que ele esteve mal. Quando se agride alguém, é para agredir não é cá para fazer que chega e não chega a lado nenhum. As consequência são parecidas, por isso acho que devia ter acertado, mas pronto, o mister também já não vai para novo e estas coisas deixam de ser fáceis.

Chegou o momento tão esperado por tantos que tentam deitar por água os méritos do Mister Scolari. Três empates consecutivos, dois em casa, apuramento para o Euro 2008 com contas complicadas e cabeça perdida. Está mesmo a pedi-las!

Não sei se terá chegado o momento do adeus, não me parece, até porque mudar o homem do leme quando faltam apenas 4 jogos para finalizar esta fase, não é de facto boa ideia. Ainda para mais com 4 jogos mais que acessíveis. Mesmo de cabeça perdida, com opções técnico-tácticas duvidosas e jogadores preguiçosos, Portugal tem mais do que condições para contar 4 vitórias nesses derradeiros desafios. E garantir facilmente o apuramento.

Em relação ao trabalho que Scolari tem realizado na selecção nacional, para mim tem sido Muito Bom +. Só falhou mesmo na Final do Euro 2004, sniff. Muito Bom + por tudo o que a selecção tem conseguido alcançar, tanto em resultados desportivos como estabilidade interna e imagem de coesão para o exterior. Podemos excluir a passagem de Couceiro pelos sub21, pelo que se diz não foi escolha dele e aparentemente nem consultado foi...

Dou ainda mais valor ao seu trabalho por ter pegado numa equipa que estava a acabar. Vinha de uma fase final do Mundial da Coreia-Japão vergonhosa, com o Figo – o líder – em rotura com o povo português, com a geração de ouro nas ultimas e aparentemente sem jogadores que pudessem substituir os “dourados” que tanto tinham prometido. Até o pequeno génio tinha sido “expulso” da equipa das quinas.Fez uma transição tranquila, manteve quem era de manter e tirou quem tinha de tirar. Passados 2 anos tinha uma das melhores selecções da Europa! Passados outros 2 anos foi até às meias finais de um campeonato de mundo. Passado um ano está em maus lençóis.

Neste tempo que passou apenas houve uma grande mudança, foi a saída definitiva de Figo. Serão, estes resultados, uma consequência de falta de líder em campo? Eu acho que é! Claro que não se jogou bem, mas estava-se a ganhar e não se pode sofrer golos assim.

Nuno Gomes não pode ser capitão – e obviamente não é um líder – de nenhuma equipa! Muito menos de uma selecção. Cristiano Ronaldo tem 22 anos, a braçadeira assenta-lhe bem, mas ainda falta experiência. De todos, ainda vejo Jorge Andrade como capitão, mas neste caso, Scolari, estranhamente, decidiu tirá-lo da equipa... para meter aquele bruta montes do Bruno Alves... enfim...
Parece-me a mim, reside aqui a chave da falta de fortuna desta equipa nos últimos jogos.
Isso ou o minuto 87 está para nós como o 4 está para os chineses.

Bom fim de semana.
rematado por playmaker 10 às 05:41
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Coisas que devemos saber

Nota: Durante os dias ou semanas que se seguem irei tentar escrever com alguma regularidade sobre a China, ou antes, sobre a sua história. Visto isto dar um remate enorme vou dividir em vários. Hoje começo pela introdução.

Confesso que tenho-me interessado pela história recente chinesa. Ajudou-me, por um lado, a passar as tardes na piscina e, por outro, a tolerar e a compreender as diferenças.

Vou aqui narrar alguns acontecimentos, destacar pessoas e, talvez, entidades que fixei quando li sobre elas e que – julgo – marcaram a China e o povo de hoje.

Vou utilizar como auxilio o livro “Cisnes Selvagens” de Jung Chang, postando aqui alguns excertos. Aconselho a todos este fantástico livro. Conta a história de vida de três mulheres chinesas – mãe, filha e neta – contada na primeira pessoa, pela neta. Tem relatos incríveis sobre a miséria humana, o amor e as crenças politicas, sobre o controlo e a manipulação que um “deus” – que nunca existiu – conseguiu exercer sobre o seu povo usando apenas o próprio povo.
Abro já a porta há possível utilização de outras fontes de auxilio, ok?

Sei que já vos falei de algumas diferenças comportamentais que me incomodam no dia a dia, que vão cansando a quem não percebe e não alinha nesse proceder, mas, para mim, tudo isso tem uma causa – a teoria da causa e efeito – e acho que vos vou conseguir passar essa ideia. Vou, sempre que possível, juntar aos factos históricos, para além da história de Jung Chan e da sua família, a minha própria experiência por terras do Oriente.

Este é o desafio que lanço a mim e a a vocês, amigos, colegas e estranhos que por aqui passam.

Prognóstico: O próximo remate deverá ser sobre o Kuomintang.

P.S: Espero que isto passe da ideia ao remate.
P.S II: E, como hoje jogo eu e joga a selecção, boa sorte aos intervenientes lusos!
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Heng Tai


Estádio cheio, relvado em perfeitas condições, temperatura ideal para a prática desportiva e os intervenientes; o que dizer dos intervenientes? Artistas de primeira!

Se calhar estou exagerar, não é bem um estádio, é um campo com bancada, daquelas pequenas e também não estava bem cheia, estava vá... como dizer, vazia, com cerca de duas ou três dezenas de teimosos espectadores. Em relação aos artistas também não eram de primeira, digamos que somos da Segunda A.

O importante é que ontem foi a minha estreia no campeonato de bolinha da Macau. Bolinha é o campeonato de Macau de futebol de 7. A equipa onde estou – Heng Tai - já se tinha estreado, por altura do aniversário da Teixeirinha, e como fomos a Hong Kong tive que faltar à jornada inaugural. Importa dizer que esse jogo ficou 0-0.

É bom voltar a jogar “a sério”, desde os 17 anos que não o fazia, 10 anos passaram. Bolas que tou velho! Sentir o friozinho no estômago, a alarido no balneário, a ida para o aquecimento, as palavras do treinador, o anuncio dos titulares, o primeiro toque na bola, o primeiro apito do árbitro, a primeira falta, ah... belos tempo. Que voltaram; de outra forma, mas voltaram.

O Roma foi o anfitrião da minha estreia. Obrigado Roma. Obrigado também pelo espaço que me deram para ajudar o Heng Tai a ganhar por 6-0, contribuindo com 3 golos e uma assistência. Confesso que, de momento, apresento uma taxa de basófia um bocado elevada.

Estamos neste momento, em primeiro lugar do grupo (de 4 equipas) em simultâneo com outra equipa - que não sei dizer o nome – que iremos jogar daqui a 3 dias. Parece-me que será um jogo com menos espaço, mais equilibrado e com menos golos. Se ganharmos ficaremos em 1º e avançamos para as eliminatórias.
Boa semana!
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Sábado, 8 de Setembro de 2007

Aviso à comunidade

portuguesa - e não só - em Macau.

"Twenty-five people have contracted dengue fever in the last two weeks in Zhuhai City, Guangdong Province, the city's vice mayor Deng Qunfang said yesterday.
The dengue outbreak was found in three areas of the city. Health authorities have also detected 16 other suspected cases since August 22.
Deng attributed the outbreak to rainy weather but said the outbreak had been brought under control.
Zhuhai set up an emergency headquarters to fight the disease on Wednesday and has launched a mass campaign to clean up the city and kill mosquitoes."

P.S: Força Portugal!
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